Daniel Alcântara, rock e indentidade

Daniel Alcântara é soterapolitano, tem 18 anos e cursa música na emus da ufba. Mas isso diz muito pouco sobre ele. Sua personalidade e estilo saem do raso e superficial que encontramos na indústria musical, e suas ambições que parecem comuns a artistas se tornam singulares pelo modo como ele vem direcionando seus sonhos. Esse jovem inspirador pretende revolucionar não apenas o cenário musical nacional, mas mundial! Pretencioso? Talvez. Mas eu prefiro pensar que ele é corajoso e focado.

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Sendo um pouco mais pessoal: Conheci Daniel rindo em meio a sua galera, no cinema. Um cara normal. Poucas vezes o vi, mas me lembro muito bem de estar na casa de um amigo e ouvir ele tocar metálica com a cara mais humilde do mundo, falando de umas das suas bandas. Todos sempre diziam ” você já ouviu Daniel? Ele é foda, toca qualquer coisa”, e eu só pensava ” será que ele vai desistir como vários músicos? Viver de arte não é facil”.

A pressão e o receio familiar, problemas financeiros, as críticas do público, a falta de apoio… Obstáculos que a maioria passa. Mas ele realmente tem um diferencial que vale apena conhecer. Fico feliz em dizer que hoje em dia – três anos após aquela lembrança – ele trabalha com a música e esta à estudando. No meio do caminho, muito de nos artistas desistem. Mas Daniel está persistindo.

Confiram a entrevista que ele cedeu ao blog!

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Um olhar alternativo: Qual foi seu primeiro envolvimento marcante com a música?

Daniel: A musica esteve presente em mim antes mesmo de eu pegar um instrumento pra tocar, ter uma familia musical acabou me influenciando nesse caminho. Mas, aos 12 anos cansado de jogar guitar hero eu resolvi ter minhas proprias experiências e me arriscar no mundo da música.

Um olhar alternativo: Quando você decidiu que queria trabalhar com música?

Daniel: Desde sempre eu via que musica era algo muito forte pra mim, mas no periodo dos 14 anos eu tive muitos problemas pessoais que a musica me ajudou a superar, a partir dai vi que já era parte de mim.

Um olhar alternativo: Quais foram as dificuldades que você passou por decidir viver do meio artístico? Você já esperava por elas?

Daniel: A maior dificuldade pela decisão foi o processo de aceitação da familia, apesar de ter tios e um pai que tocavam, ainda foi um pouco complicado fazer eles aceitarem, mas hoje eu tenho total apoio da familia toda, mas no inicio eles achavam que era apenas brincadeira de criança
Eu já esperava pelas dificuldades sim, pois até meus ídolos enfrentaram desafios .. E como eles eu tento seguir em frente. A decisao foi algo simples pra mim.. Me faz feliz ? Entao é isso que eu quero.

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Um olhar alternativo: Claro que a escolha do instrumento é preferencia de cada um, mas nos dê um motivo mais pessoal. Por que á guitarra? Por que não baixo ou bateria?

Daniel: Quando pequeno eu era louco por bateria, achava algo demais, mas ao me jogar no mundo no rock eu acabei conhecendo grandes icones na guitarra que o sentimento impostos por eles e a sonoridade singular de cada um me fez ficar apaixonado, e até hoje no  cotidiano de ensaio, show e estudos eu fico ainda mais apaixonado.

Um olhar alternativo: Quem são seus ídolos e inspirações?

Daniel: Tenho 2 idolos que nao abro mao, na verdade 3. Slash, Eddie van halen e meu pai.. Apesar de não ser guitarrista devo a ele todo esse meu lado artístico. Minhas inspiraçoes vem a depender de cada momento, precisaria de um dia inteiro pra falar sobre cada um.

Um olhar alternativo: Minha aposta era em satriani ou Steve!

Daniel: Eles 2 são influências de momento.

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Um olhar alternativo: Como você lida com a desvalorização do rock em salvador?

Daniel: Eu vejo que Salvador é uma terra de muitas culturas, ou pelo menos devia ser… Eu encaro como um desafio, obvio que tem momentos que ficamos desanimados ou algo do tipo, mas o verdadeiro sonhador encara as dificuldades como bons desafios.

Um olhar alternativo: Qual a sua visão sobre os guitarristas brasileiros em comparação com os internacionais?

Daniel: Eu vejo muitas críticas em relaçao aos guitarristas daqui, mas existem grandes músicos que não são valorizado, eu sou um grande admirador de Edu Ardanuy(Dr sin), eu acho que se os músicos daqui tivessem acesso a tecnologia equivalente aos gringos, o mundo da guitarra aqui estaria muito na frente. Ao invés dos músicos daqui se acharem inferior, a mensagem que eu digo é .. ESTUDE e faça o cenário mudar ! Nao perca tempo se lamentando.

Um olhar alternativo: Na sua opinião os brasileiros engrandecem o estrangeiro, e desvalorizam o cenário musical brasileiro devido da falta de estudo e conhecimento dos mesmos?

Daniel: A desvalorização é que move todo o fracasso, se voce olhar um guitarrista de uma banda de forró ou axé que toca muito bem, se você perguntar o que ele curte, é quase certeiro ele responder rock ou metal, ele ta tocando outro estilo por questão de sobrevivência, pra ter o seu pão de cada dia.. Coisa que é difícil de se fazer com rock aqui, por esse fato de nao ser valorizado.

Um olhar alternativo: Você compõe, correto?

Daniel: Correto !

Um olhar alternativo: Como é seu processo de criação? De onde vem as letras e melódias?

Daniel: Vem mais por emoções muito fortes, ou as vezes surge uma ideia avulsa que ao juntar as peças vira uma música.

Um olhar alternativo: Qual o momento mais marcante da sua carreira até o momento?

Daniel: Acho cedo responder com tanta certeza, tenho muita coisa pra viver.. Mas acredito que “o agora” está me agradando bastante, pois estou cultivando muitos aprendizados e idéias positivas pra colher no futuro.

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Um olhar alternativo: Você já passou por problemas com gravadoras e produtores?

Daniel: Ainda não tive grandes transtornos, mas ja passei por problemas de pagar pra ter uma gravaçao com uma qualidade legal, e não ter nem um pouco do esperado

Um olhar alternativo: Quais são seus sonhos e objetivos?

Daniel: Poder dar tudo de mais positivo a minha familia, mudar o cenario nao só brasileiro mas mundial.. Ou pelo menos contribuir pra evolução, e poder chegar ao patamar de ser um ícone e influenciar positivamente os jovens ou população em geral.

Um olhar alternativo: Você esta trabalhando em quais bandas atualmente? Tem algum projeto solo?

Daniel: Projeto solo eu penso futuramente em algo instrumental, mas pra satisfação pessoal em trabalhar em riffs ou solos q foram descartados ao longo das composiçoes.. Atualmente estou com a Stereorama e um projeto recém formado a Marco 21.

Conheçam mais sobre o Stereorama e o Marco 21 no Facebook. Cliquem aqui! e aqui

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